Alto Antônio II

Jan/16.

O honesto Merlot da Vinícola Antônio Dias esteve no Tchêrroir em Maio/14, relembre. O capricho é perceptível desde o site até as instalações com sugestiva visão de longo prazo. A sede construída em pedras de basalto, excelente regulador térmico natural, privilegia também o benefício da engenharia de gravidade na mobilidade dos processos de produção, é cercada por 5 hectares de vinhedos com clones variados. Foto: banco de imagens da Antônio Dias.1_1

• Quadra 01 – Cabernet Sauvignon – 1,1 hectare com 3.000 plantas
• Quadra 02 – Tannat – 1,1 hectare com 3.000 plantas
• Quadra 04 – Chardonnay – 0,6 hectares com 2.500 plantas
• Quadra 05 – Ancelota – 0,6 hectares com 1.500 plantas
• Quadra 06 – Pinot Noir – 0,3 hectares com 500 plantas
• Quadra 07 – Merlot – 0,65 hectares com 1.800 plantas
• Quadra 08 – Touriga Nacional – 0,65 hectares com 1.800 plantas

Três Palmeiras, RS, fica a 380km de Porto Alegre, noroeste do estado. A alcunha ilustrativa ““vinhos de terroir” assim decifra Silvânio Antônio Dias proprietário e enólogo: “É o registro da característica peculiar da região. O ciclo da videira inicia-se alguns dias antes do que nas regiões vitivinícolas tradicionais do Sul do Brasil, consequentemente a colheita se dá também algumas semanas antes. Devido a essa precocidade na produção das uvas, as mesmas fogem da época das chuvas dessa região, que ocorrem, normalmente, a partir do mês de Abril.” Segue...”Nos meses de janeiro, fevereiro e primeira quinzena de março, meses de colheita de uvas brancas, tintas precoces e tintas tardias, respectivamente, a região é marcada por fortes estiagens, o que favorece a perfeita maturação de suas uvas, chegando a produzir vinhos com 14,5 % de álcool natural. Também há uma boa amplitude térmica, diferença da temperatura do dia para a noite, chegando a ultrapassar a casa dos 8ºC. Isso favorece as altas intensidades de cor dos vinhos tintos, bem como a perfeita maturação dos taninos da uva.”

diasrose2ANTÔNIO DIAS ROSÉ 2012. Apenas 533 garrafas produzidas. Corte de Merlot (70%) e Pinot Noir (30%). Safra de grande evidência em todo o RS, conferir. A intenção foi harmonizar com uma quiche de alho poró e presunto. Calor sufocante, o estilo rosé cai como uma luva tanto para refrescar e também acompanhar pratos delicados com pequeno teor de gordura. Na taça a cor avermelhada destoa pela concentração comparado com o estilo salmão tradicional. Os 12º de álcool marcam o olfato, desprendem gerando certo desconforto. Os aromas básicos de frutas vermelhas e um toque da água do pinhão cozido, interessante característica mas que o torna “pesado”. No paladar é descomplicado confirma o olfato nas frutas e traz um retrogosto com leve amargor de óleo de linhaça. A acidez é correta para o estilo, fez bom papel com o prato onde 2+2=4 favorecido pelo presunto e a textura da massa amanteigada. Rosé de média untuosidade, sozinho não é um vinho amigável, peca neste quesito, que deve ser uma característica funcional de qualquer rosé. Custa na faixa limítrofe de R$50. Adquiri em Gramado, promoção -30%. Diante a concorrência no estilo optaria por outros rosés disponíveis no mercado, precisa evoluir para aportar maior frescor, tem potencial. Refletir a respeito do corte seja uma boa pista… (puro palpite)


AVALIAÇÃO:

2 saca rolha

PREMISSAS:

P1|R3|E2

VALORIZAÇÃO:

1

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