American Beauty

Nov/16.

Longa de magistral fotografia. Inspirou este take lúdico com o Blanc de Blanc da Cave Geisse que flerta a cena antológica de Mena Suvari, neste filme de 1999 premiado com cinco estatuetas do Oscar®. Reconhecida como a mais especializada e premiada vinícola em produção de espumantes do Brasil, a Cave Geisse do chileno Mario Geisse tem muito o que comemorar. A crítica internacional já reconhece que o Brasil atingiu a maior idade na fabricação de espumantes e desponta orgulhosamente com um seleto grupo de produtores que elevam este nível a status de maturidade em comparação aos melhores exemplares do mundo, exceção a tradição francesa e produtores dos Alpes italiano. No Brasil, a Cave Geisse de Pinto Bandeira/RS fundada em 1979 é um estandarte do espumante premium nacional.

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CAVE GEISSE BRUT BLANC DE BLANC 2010. Pinto Bandeira/RS. 100% Chardonnay. Método Champenoise com degorgement em 2013. Tempo de amadurecimento de 28 meses em autólise. Garrafa de nº 3.167 de 7.000 produzidas em lote único. Vigoroso espocar da rolha. Apresenta cor amarelo palha bastante claro, com reflexos em verde água. Textura limpa e fluída, perlage intenso ao servir mas que perde força com os minutos em taça. Olfato que remete ao clássico, muito equilíbrio entre cítrico e fermentado. Na boca explosão de abacaxi e acerola. Docinho (talvez o menos seco e sério exemplar da Geisse que eu tenha provado até aqui), suave, levemente cremoso, corpo médio, destacada acidez. Final de boca com minimalista panificação clássica, leve tostado. Muito gostoso e prazeroso na função de escoltar o ritual do aperitivo. Falta-lhe estrutura para compromisso mais sério, que sabidamente não se propõe. O drinkability só não é ótimo pois o perlage deixa a desejar com o passar do tempo, único senão. Custa na faixa limítrofe de R$100. Vinícola que baliza o preço do mercado, a concorrência evita bater de frente.


AVALIAÇÃO:

3 saca rolha

PREMISSAS:

P2|R3|E3

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