Avaliação

O sistema de avaliação de vinhos mais difundido no mundo é a escala até 100 alardeada pelo crítico americano de repercussão mundial Robert Parker.

Creio que não se trata puramente de tendência, inclino para determinado comportamento humano em preferir ideias fixas, uma pitada de preguiça e a segurança de um modelo ágil que proporciona um consumo mais confortável.

Diante a complexa e vasta oferta de rótulos o consumidor precisa de referência, sem sombra de dúvidas uma escala matemática que remete a fundamentação escolar é efetiva em qualquer público.

Não pretendo tracionar meus esforços contra o sistema de pontuação onde 90 pontos são melhores que 89 pontos. Utilizo o direito de apenas não utilizá-lo no Tchêrroir por entender que não reflete a sensibilidade que o vinho transmite.

Vinho para o Tchêrroir antes de paixão é consumo inteligente. Prezo o dinheiro que oportuniza meu consumo. Quando decido adquirir, reflito. Minha tomada de decisão baseia-se em premissas (P-R-E) que oportunizam consciência para decidir. Estratégia que utilizo na minha vida e nos vinhos que divulgo no Blog.

Preço – Razão – Emoção ( P | R | E )

Preço:

O suado dinheiro busca reconhecimento, o vinho deve saber disso.

P1 Até R$ 50, preço na faixa de vinhos de entrada nacional e alguns internacionais.
P2 De R$51 a R$100, preço na faixa de vinhos nacionais TOP e a maioria de padrão internacional honesto.
P3 De R$101 a R$200, preço na faixa de vinhos com grife e de padrão internacional de qualidade e consistência.
P4 De R$201 a R$300, preço na faixa de vinhos excepcionais, reconhecidos por tradição ou inovação ou consistência em patamar elevado.
P5 Acima de R$300, preço na faixa de vinhos que tem significado especial na imaginação, agregam valor a momentos especiais.
P6 Ouro Líquido, preço que independentemente do poder aquisitivo gera concordância: é caro! Pura ousadia e convicção. Obra de arte!
Razão:

Racionalidade para interpretar o idealizado pelo produtor, buscar a crítica com evidências, aqui a literatura guia a experiência.

R1 Desalinhado. Varietal ou assemblage que não convence. Falta prática, sobra teoria.
R2 Incerto. Varietal ou assemblage que resulta em mais dúvidas do que certezas. Insegurança da qualidade concreta ou abstrata.
R3 Contemporâneo. Varietal ou assemblage alinhado, descomplicado. Tem tudo no lugar. Estilo franco, direto.
R4 Conservador. Varietal ou assemblage com referencia na tradição. Contundente tipicidade. Lealdade ao local.
R5 Inusitado. Varietal ou assemblage intrigante. Mescla tradição com inovação. Sabe chamar a atenção sem ser presunçoso.
R6 Sublime. Varietal ou assemblage refinado. Equilíbrio de tradição, elegância e força. Inquestionável interpretação da natureza!
Emoção:

Sou um apaixonado por este ritual: o ambiente, o momento, a garrafa, a taça, o sorver. Emoção conta muito.

E1 Decepcionante. Perspectiva alta, percepção baixa. Indicação, marketing ou arriscada na gôndola que não agradou.
E2 Ressalva. Sensorial com falhas ou insegurança de bom negócio.
E3 Honesto. Majoritariamente evidências positivas com posicionamento adequado.
E4 Surpreendente. Preço honesto e qualidade superior, vale mais. Monitorar preço no mercado, compra garantida.
E5 Ousado. Típico prazer de descobrir um rótulo desafiador. Pode gerar certa estranheza sensorial positiva ou negativa.
E6 Arrebatador. Classe memorável, de guardar o rótulo.
SIMBOLOGIA:

Enquadramento dos atributos do vinho em relação as premissas (P-R-E). A consciência Tchêrroir.

Ranking

 

Valorização:

Quantidade de garrafas produzidas na escala da “alfaiataria“.

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