Black Label

Jan/16.

Fato comum o iniciante enófilo de fora do estado perguntar entre as gigantes Miolo e Valduga qual a melhor? A resposta é muito particular e injusta pois o sucesso, tradição e variedade de portfólio de ambas torna a tarefa complexa. Positivo que tenhamos duas grandes vinícolas, três se colocarmos a Salton, em posição de indústria massiva do segmento de vinhos no Brasil. São milhões e milhões de garrafas por ano, ambiciosos projetos nacional e internacional que visam fortemente o market share. Na  minha opinião a resposta acima além do domínio, dinheiro e longevidade é a qualidade e a identidade com as origens do vinho gaúcho. Neste quesito prefiro a abordagem e condução da Casa Valduga, percebo evidencias do lado “gringo” que na Miolo tem sido escasso, tornou-se majoritariamente uma empresa join-venture de escopo americano focado no business. Minha visão é romântica e neste aspecto a Valduga consegue preservá-la com maiores atributos, tanto na linha de produtos quanto na gestão do mercado interno. É uma fotografia pessoal não uma verdade absoluta. Me dou o direito como consumidor livre de ponderar este fator no momento da compra mesmo que seja uma percepção de valor agregado. valduga2006a

CASA VALDUGA GRAN RESERVA 60 meses 2006. O Maria Valduga é o Blue Label® dos espumantes da casa este GR60 é o Black Label® – até no rótulo. É um estilo bem marcado no licor de expedição, rico, longevo e formal. São 5 anos de autólise das leveduras é bastante tempo considerando a média do padrão champenoise de produção nacional. Corte de 80% Chardonnay e 20% Pinot Noir oriundos do Vale dos Vinhedos. Este é um Extra Brut quem experimentou o Nature relata que é levemente superior. Matura por 12 meses em carvalho (8% do volume total). Refinado rotulo evidenciando a medalha dourada cunhada com o numeral 60. Na taça destaca-se a cor pela proposital semelhança com o dourado do rótulo – em tons de amarelo ouro. Com 10 anos de vida apresenta certa lentidão corporal com espocar frágil,  acidez sutil, perlage diminuto e álcool tímido entretanto o intelecto está exuberante. Oleoso – textura de azeite de ótima qualidade, madeira bem presente porém traduzida em notas terciárias. Amêndoas, castanhas, cápsulas abertas de óleo de peixe. Persistência de consistente qualidade marca fortemente o palato. Infelizmente estávamos nos preparando para um jantar bebericamos como abre alas mas é espumante para pratos a base de frutos do mar mais “gordos” regados no azeite, com base de manteiga ou bem condimentos. Deixamos meia garrafa para o final da noite foi acertadíssimo substituindo o destilado francês. As safras disponíveis são as 2009 e 2011 sugiro degustá-los com 7 a 8 anos acredito que o apogeu é este. Espumante na faixa de R$140.


AVALIAÇÃO:

3 saca rolha

PREMISSAS:

P3|R4|E3

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