Caçula Monte Belo

Dez/16.

A vinícola Megiolaro pertence a região de Monte Belo do Sul, na Serra Gaúcha, que recentemente conquistou a  Indicação Geográfica. Aprobelo é a Associação dos Vitivinicultores de Monte Belo do Sul, constituída por 11 vinícolas de pequeno porte, gestão familiar e preservação das tradições italianas na manufatura. A legislação brasileira estabelece duas categorias de IG: Indicações de Procedência (IP) e a Denominação de Origem (DO). A diferença entre as duas está nos detalhes. A Indicação de Procedência é o nome geográfico de país, cidade, região demarcada ou localidade de seu território, que se tenha tornado conhecido como centro de extração, produção ou fabricação de determinado produto ou de prestação de determinado serviço. Já na Denominação de Origem o nome geográfico designa produto ou serviço cujas qualidades ou características se devam exclusiva ou essencialmente ao meio geográfico, incluindo os fatores naturais e humano. Em ambas a qualidade é protagonista, mas enquanto que a IP permite trabalhar uma gama de variedades e não requer tantas especificidades, a DO exige produtos mais caracterizados e restringe o produtor aventureiro. A família Megiolaro produz vinhos de mesa por quatro gerações, os vinhos finos surgiram em 1998. Em 2010 a vinícola substituiu os vinhos de mesa por suco integral. São 13 hectares de vinhedos das cultivares Bordo, Chardonnay, Riesling, Tannat, Merlot, Moscato, Cabernet, o principal produto da vinícola é o suco integral, elaborado com uva Bordo.

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MEGIOLARO TANNAT 2012. Monte Belo do Sul, Serra Gaúcha/RS. Os vinhos da casa não passam por carvalho. Na taça apresenta cor vermelho rubi com resquício do reflexo violeta, leve transparência nas bordas, centro de boa tintura. Textura fluída, moderada aderência ao cristal, lágrimas bem formadas. Olfato majoritariamente de frutas vermelhas frescas, com toque de temperos de horta verde. No paladar é macio, descomplicado, reforça o frutado fresco, acidez atuante e taninos um pouco verdes que não chega a comprometer o conjunto, mas precisa evoluir. Um tannat ligeiro. Um pouco mais resfriado, se aproximando do branco, fica fácil ao próximo gole. Um varietal simples, cotidiano, frutado. Destina-se ao mercado local, de exploração turística, bastante aderente a estes fatores como boa opção para novas descobertas a amantes do vinho, mas sem grande compromisso sensorial. No intuito de buscar novos mercados, principalmente de maior concorrência e exigência sensorial, precisa evoluir, o que não significa perder sua simplicidade. Custou em feira de agricultura familiar em Porto Alegre no limítrofe de R$35, acredito esteja inflacionado pelo “ponto”.


AVALIAÇÃO:

2 saca rolha

PREMISSAS:

P1|R3|E2

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