Casal 20

Set/17.

Seriado do início dos anos 80, hart to hart – nome original, o Casal 20 fez sucesso nos Estados Unidos e no Brasil. A Cordilheira de Santana surgiu em 2000, projeto do casal de executivos Rosana Wagner e Gladistão Omizolo ambos com formação na área de enologia e  experiência executiva no setor vitivinícola (diretoria na Pernod Ricard que no Brasil controlava as vinícolas Almadén e a Forestier). Rosana é filha de Güinter Wagner e Ilse Wagner. Ilse por sua vez, é filha do fundador  da  empresa  de  bebidas  Fruki  de Lajeado/RS. O  tio  de  Rosana é  Nelson  Eghers, presidente  da Fruki que tem em seu plano estratégico investir no segmento de cervejas em 2025. Inclusive já definiu o município de Paverama, no Vale do Taquari, para receber o investimento de aproximadamente R$ 80 milhões na primeira fase do projeto em 2020. A vinícola de Santana do Livramento já teve post publicado aqui em Nov/15 com o excelente Chardonnay 2004. O DNA da casa continua intacto, lapidar com paciência vinhos antigos, aguardando o ápice do estilo – vinhos de guarda, para distribuição aos pdv’s. Destaca-se ao lado da Maximo Boschi neste nicho nem sempre compreendido pelo consumidor e rentável aos idealizadores que prezam por conjugar elementos que aportam qualidade e invariavelmente custos: terroir inegociável, produção em pequena escala, especialização integral, investimento em barricas selecionadas e longa estocagem (menor giro).

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CORDILHEIRA de SANTANA TANNAT 2004. Santana do Livramento/RS, Campanha Gaúcha. Trata-se de um corte, adição de 10% Cabernet Sauvignon e 5% de Merlot. Estágio de 85% do vinho por 18 meses em carvalho  americano. Garrafa de nº 5.091. Na taça apresenta vermelho rubi com bordas em reflexos acastanhados denotando os 14 anos de vida, mantém o brilho e limpidez. Textura com viscosidade, lágrimas espessas e lentas. Aroma persistente de alfazema e herbáceo. No paladar a madeira evidente está bastante integrada com a fruta em compota, bem madura, toque terroso, taninos polidos, carente de maior acidez. Os 13,8º de álcool pesa o conjunto tornando o vinho cansativo após alguns goles. Está mais do que pronto, mesmo com o DNA de longevidade da casa acredito que não aportará nada de novo daqui para a frente. Final de média persistência, notabiliza-se por seriedade, final doce e quente. Custa na faixa de R$90. Os brancos da Cordilheira de Santana estão em patamar muito superior.


AVALIAÇÃO:

2 saca rolha

PREMISSAS:

P2|R4|E2

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