Cava x Conca

Fev/15.

Pepe Raventos em notícia veiculada pela Revista Adega em Março de 2013 diz o seguinte: “Depois de 150 anos, Cava se tornou uma DO orientada pelo volume, com nenhuma distinção geográfica em termos de clima e solo. A imagem dela ficou pobre, com padrões de vitivinicultura baixos. Por essa razão, nós decidimos começar do início e criar uma designação de vinhos orientada pela qualidade”. Para o consumidor de vinhos é um “gato no telhado” na medida que o Brasil é grande importador de Cavas o que coloca em dúvida a qualidade do produto que consumimos. As gigantes Freixenet e a Codorniú rivalizam com a produção nacional de espumantes com enorme market share. Pepe Raventos proprietário da Raventós i Blanc alega que sua produção é exclusivamente com uvas locais, foco na qualidade e elabora apenas 600 mil garrafas, o que significa menos de 0,5% da produção Freixenet. A DO Cava não restringe uvas oriundas apenas no Penedés, possível utilizar insumos de outras regiões o que tornaria a Cava atual um grande espumante genérico da Espanha. A intenção de Pepe é criar denominação com maior rigor no preço do quilo da uva, tempo mínimo de estágio sobre as lias, restrição de leveduras e novo nome:  Conca del Riu Anoia, no catalão! Já sai perdendo na pouca funcionalidade do nome, alternativa seria apelar para o”Conca”.finca1RAVENTÓS i BLANC Blanc Gran Reserva de La Finca 2006. Região de Sant Sadurní D’Anoia na Catalunha. Corte de 60% Xarel-lo 25% Macabeo, 25% Parellada completado por 10% de Chardonnay e  Pinot Noir proporcionando um estilo mais internacional. O “Degorge” ocorreu em Maio 2011. Álcool de 12º. Gran Reserva com 5 anos sobre as lias, composto por 6 fincas: El LLac, La Plana, EL Mirador, EL Serral, La Barbera, EL Viader. finca3

Visual amarelo palha transitório para o leve dourado. Apesar da idade apresenta espocar de plena intensidade, aguenta mais 2 a 3 anos em condições de apreciá-lo no apogeu. Cava de estilo mais sério. Aromas de leveduras, panificação, torta de limão. Na foto o perlage aparece timidamente (a taça já estava um bom tempo parada) mas é correto, de intensidade média. No palato o primeiro ataque é de acidez comportada – mais gastronômica e menos de aperitivo, seguido de cremosidade incomum em cavas de entrada, de fato retribui o tempo sobre as lias justificando o Gran Reserva. Pequeno sinal de tostado no retrogosto. Apesar da pequena proporção de uvas internacionais  utilizadas no corte acredito que aportou maior elegância, persistência e firmeza ao espumante. Custa na faixa de R$170 concorre com Champagnes não safrados de entrada, posicionado com 20% a 30% mais em conta o que sugere ao consumidor empurrãozinho para experimentá-lo. Importado pela Decanter, atenção a promoções de época!


AVALIAÇÃO:

5 saca rolha

PREMISSAS:

P3|R5|E3

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