Estrela do Distrito

Jan/17.

Expoente trabalho de Irineo Dall’Agnol e Alejandro Cardozo, eleito pelo Anuário Vinhos do Brasil 2013 o melhor vinho brasileiro e Revelação do Guia Descorchados 2015, o Nature 2007. Em contraponto, o Guia Adega Vinhos do Brasil 2013/14, o pontuou com “apenas” 88 pontos, posicionando o Brut 2007, como o melhor vinho da prova, com 91 pontos. Preferências, assim deve ser o vinho. A vinícola tem uma estratégia de vendas ao consumidor bem transparente, chamada de “Quilometro Zero”, vale conferir no site do produtor. ESTRELAS DO BRASIL apresentou-se ao cenário comercial em 2005 na Serra Gaúcha, especificamente no distrito de Faria Lemos em Bento Gonçalves/RS. O nome é uma homenagem ao descobridor do método champenoise e sua célebre frase: “Estou Provando Estrelas”. O protagonismo da casa é majoritariamente os espumantes, o que se espera, mas produz interessantes opções de dois tintos e um branco polêmico, ao estilo fumê blanc, já degustado aqui. Irineo e Alejandro Cardoso, tem em comum o viés permanente da criatividade, da obsessão por novas possibilidades de vinificação, inquietos. Seus vinhos denotam esta identidade. Muito comum também, suspiros e encantamentos com a vista da Serra Gaúcha em seus picos e vales, contemplada do mirante que transforma-se a vinícola Estrelas do Brasil, jogue na Internet.

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ESTRELAS DO BRASIL NATURE 2007. Faria Lemos/Bento Gonçalves/Serra Gaúcha/RS. Maturado por 5 anos com as leveduras, um senhor tempo para os padrões da indústria nacional. Ausência de açúcar residual, ou Nature. Um corte de Chardonnay, Pinot Noir, Riesling Itálico ISV1 e Viognier. Muito calor, o Nature bastante refrescado encheu a taça. Observa-se a cor da maturidade, já são 10 anos. O amarelo dourado clássico, não muito carregado. O perlage fino, porém com “soluços”, sem a vitalidade costumeira. Em pouco tempo perde a força das delicadas bolhas. Adequadamente mais viscoso confirmando o estilo de maturação, bastante apresentável. Olfato aquém, mas não simplório, apenas dentro da expectiva, com o melão, pêra, maça envoltos em chantilly. Na boca denota sua evolução na garrafa, frutas de polpa branca bastante maduras, um toque de mel de eucalipto, características “cover” do cultuado estilo champenoise francês. Ótima persistência, em camadas de texturas. Peca no frescor e na acidez diminuta. Entendo tê-lo aberto no início do declínio, uma pena, pois ainda no apogeu teria todos os predicados da pura raça. Custa na faixa de R$140.


AVALIAÇÃO:
3 saca rolha
PREMISSAS:
P3|R4|E3

 

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