Já são 36%

Abril/17.

Vinhedos com 2 mil hectares de extensão, 180 produtores em um cinturão privilegiado de fronteira com Uruguai e Argentina entre os paralelos 29º e 31º sul, numa altitude de 100 a 300 metros, de clima temperado, majoritariamente se vê morros rupestres e coxilhas. Os campos entremeados por capões de mata, matas ciliares e banhados já correspondem por 36% da produção de vinhos finos do Brasil! O mais significativo está na atitude, na postura em utilizar o favorável micro clima para preservar a qualidade e a identidade da região não abrindo mão da paciência, fiel desta balança. A Campanha Gaúcha corresponde a 63% do território do Rio Grande do Sul e compreende os municípios de Aceguá, Alegrete, Bagé, Barra do Quaraí, Candiota, Dom Pedrito, Hulha Negra, Itaqui, Lavras do Sul, Maçambará, Quaraí, Rosário do Sul, Santana do Livramento e Uruguaiana. A região da Campanha foi escolhida na década de 70 por Especialistas da Universidade de Davis, na Califórnia, como o melhor terroir para o plantio de uvas viníferas, surgia a Almadén em Santana do Livramento. De lá para cá as grandes e médias da Serra Gaúcha adquiriram grandes extensões de terra na região e grandes propriedades tradicionais de cultivo de grãos e pecuária abriram-se para o cultivo da vinha diversificando seus investimentos com investimento próprio e parcerias com empresários. A Estância Paraizo e VINHEDOS DON THOMAZ Y VICTORIA é uma tradicional propriedade rural da Campanha Gaúcha fundada em 1790, pertencente a 8ª geração da família Mercio. Recente na produção de vinhos finos, atua desde 2.000 com a introdução de vinhas das varietais Shiraz (2 hectares importadas da África do Sul) e Cabernet Sauvignon (3 hectares). Os primeiros exemplares são da safra 2011 com 1.147 garrafas e o do 2012 com 1.372, ambos CS. Conta com a parceria da Vinícola Peruzzo na produção e engarrafamento, sem instalações próprias.

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PARAIZO DON THOMAZ E VICTORIA CABERNET SAUVIGNON 2012. Bagé/RS. Garrafa de nº 669 da excelente safra 2012. Projeto do casal Thomaz Mercio e Monica Mercio. Apresenta a Cabernet Sauvignon imaculada, um “bezerro”, difícil encontrá-la neste estágio de manufatura e já disponível no mercado. Bonito rótulo no contraste do dourado e o preto. Na taça apresenta cor vermelho rubi com reflexos de violáceo carregado. Textura de média densidade com lágrimas espaçadas e aderentes, limpo e suave luminosidade (que encanta por ser incomum nesta casta). Aromas bem abertos, lembra a Cassis em versão light de Kir Royale, morangos bem maduros, uma pitada de chá preto. Na boca é macio, taninos sem peso, frutas vermelhas, destaque para ameixas e côco que geralmente se identifica em exemplares de Syrah do novo mundo – interessante! Os 13,6º de álcool estão bem integrados. Perceptível um “verde” herbáceo bem ao final da prova, não atrapalha, apenas reforça o vinho em construção. Um exemplar de CS sápido, versátil, menos viril, dá sinais que bem conduzido crescerá com identidade própria. No limítrofe da faixa de R$50 o que é determinante para um vinho de entrada e novato, um enorme ponto de atenção na tomada de decisão na safra 2013. Subir o posicionamento de preço significa subir a expectativa, falta-lhe cancha (ainda).


AVALIAÇÃO:

3 saca rolha

PREMISSAS:

P1|R3|E3

VALORIZAÇÃO:

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