Ontem, Hoje, Amanhã

Dez/16.

Livros do Acervo Tchêrroir. Os dois últimos presentes de um amigo. A literatura vitivinícola é vasta (em quantidade e diversidade) em vários países do mundo, majoritariamente no Velho Mundo, o que é compreensível. No Brasil, há opções mais modestas em quantidade, porém intensos e apaixonados trabalhos são publicados desde os anos 70 e 80. Com o passar das décadas, principalmente nas duas últimas, as publicações ganharam maior profundidade o que para entusiastas do vinho nacional tem sido um enorme prazer. Destaco neste post três publicações que estou lendo, uma mistura de nostalgia, posicionamento do presente e a visão de futuro.

A) Vinhos do Brasil e do Mundo de José Osvaldo Albano do Amarante, de 1983. (pertencia a meu Pai). Nostálgico, fotos no Velho Museu, Laboratório de Enologia da norte americana Heublein na Serra, prensa horizontal da Maison Forestier, prensa vertical da Martini & Rossi, filtro de placas na Château Lacave, esmagadeira na Rio Grandense… registros das primeiras modernizações. Ponto de vista investigativo, já se observava a região da Campanha Gaúcha como futuro “oasis” na produção de grandes vinhos de terroir no Brasil. Registro da contracapa.

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B) Vinho fino Brasileiro de Rogério Dardeau, de 2015. Obrigatório, detalhista, sentimental – uma referência inquestionável. Retrata com acessível didática o desenvolvimento do vinho no Brasil, aplica-se uma metodologia de classificação de produtores muito interessante, um olhar experiente e influenciador que aguça o interesse por entender e acompanhar seu raciocínio de onde viemos, onde estamos e para onde vamos, nos grandes, médios e pequenos produtores. Essencial na compreensão do conceito de produtores “vinhateiros” e “artesãos”. Registro da contracapa.

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 C) Vinhos do Brasil, do passado para o futuro, publicação recente em 2016, de Valdiney Ferreira e Marieta Ferreira. O mais extenso, 581 páginas. Abordagem incomum, colhe o depoimento de produtores influentes e  estabelecidos no mercado do vinho nacional, são perguntas e respostas que retratam a opinião de cada um a respeito de assuntos pertinentes ao segmento do vinho brasileiro. Único senão é o fato de preterir a opinião de ao menos um representante da produção artesanal, do pequeno vinhateiro, por ser um livro contemporâneo torna-se uma “gafe” e tanto, observado o fato de querer ser um livro… para o futuro. É um assunto atual e necessário do ponto de vista de qual será o caminho à percorrer dos vinhateiros artesanais que majoritariamente não são elegíveis a regulamentação setorial, mas que emocionam cada vez mais os enófilos e imprensa especializada, com crescente exposição de marca. Fica a sugestão para uma 2ª edição

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Os 3 livros agrupados… todos agregam ao conhecimento do iniciante ou iniciado  nos vinhos, consumidor ou profissional do segmento.

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