Padrão FIFA

Ago/17.

Eventos esportivos com vinhos Lidio Carraro. Após a Copa do Mundo FIFA® impossível desassociar. Enorme exposição de marca, presente também em Free Shops nos aeroportos internacionais em território brasileiro. Tudo começou com um convite do Comitê Olímpico Brasileiro em 2007, vislumbrando o Pan Americano no Rio de Janeiro. Abriu-se um processo de seleção para fornecimento de vinhos finos ao evento como marca oficial do evento. A Lidio Carraro foi a escolhida, foram produzidas 60 mil garrafas, um grande crescimento naquele ano em relação ao histórico. A parceria com o COB não garantiu a entrada na Copa do Mundo de 2014 como possa parecer. A FIFA já tratada do fornecimento de vinhos com a gigante Concha Y Toro. Em uma manobra ousada a Lidio Carraro montou uma estratégia de persuasão na Feira Internacional do Futebol – Soccerex, que aconteceu no Rio de Janeiro em 2011. O tema pretendido pela FIFA era diversidade, a “cara” do Brasil. Os vinhos brasileiros apresentados na feira oportunizavam esta reflexão, atuar com um vinho estrangeiro na Copa das Copas seria um contrassenso. A Lidio Carraro acertou em cheio, valorizar o vinho feito no Brasil reforçaria a associação com diversidade também no mundo do vinho. Apesar do cenário de sucesso com o licenciamento da FIFA, nos bastidores a empresa saiu chamuscada, principalmente com a Ibravin e o movimento Wines of Brasil. No escopo inicial chegou-se a imaginar uma ação associativa, apenas para o evento, entre as principais vinícolas interessadas para suportar o compromisso e exigências impostas pelo organizador. Restou apenas a Lidio Carraro licenciada e o relacionamento de intrigas com os concorrentes de mercado que injetam verbas representativas na Ibravin, obviamente um constrangimento só – imagina-se.

LIDIO CARRARO SINGULAR TEROLDEGO 2007. Vinhedo localizado em Encruzilhada do Sul/RS. Sem passagem por madeira. Foram produzidos 1.995 garrafas, esta de nº 1.318. Com 10 anos de vida apresenta excelente cor, vermelho castanho escuro. Textura “semi desnatado”, com lágrimas lentas e de contundente espessura. Rolha em perfeito estado. Verifica-se depósitos com micro granulação aderente a taça. Aroma predominantemente terroso, fundo excessivo de cânfora gerando fuga do nariz a cada tentativa de se aprofundar no sensorial olfativo. Na boca a sensação ampliada de terra, café de longa torrefação e forte mentolado, os 13,5º de álcool aparecem com maior intensidade com sinais de desajuste ao conjunto. Taninos sem cotovelos, acidez moderada e corpo mediano para mais. Final de boca cansativo, rígido. Falta-lhe evidente equilíbrio e jeito. Havia uma expectativa por esta linha Singular que denota-se por expressão muito particular do vinhedo, um vinho que almeja impacto pela micro manufatura e casta de nicho. Não entrega este valor e torna-se impreciso pela falta de impressão digital. Custa na faixa de R$130.


AVALIAÇÃO:

1 saca rolha

PREMISSAS:

P3|R1|E1

VALORIZAÇÃO:

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