Pés da Sierra Cantabria

Dez/16.

Os irmãos Miguel e Marcos Eguren comandam a tradicional Viñedos y Bodegas Sierra Cantabria, é a 5ª geração de agricultores e vinhateiros que remonta o ano de 1870. A proposta de vinificação é aliar tradição e modernidade: vinhos que desafiam o tempo, de fruta bem madura, potência, estrutura, elegância e frescor. O conglomerado Eguren é composto por 6 bodegas de excepcionais “terruños“, são: Sierra Cantabria, Viñedos Sierra Cantabria, Señorío de San Vicente, Viñedos de Páganos, Teso la Monja e Dominio de Eguren. Até 2008, também eram proprietários de outro projeto na região da D.O Toro, a  bodega Numanthia Termes, também na Espanha, onde eram produzidos em tiragem muito pequena dos rótulos – Numanthia, Termes y Termanthia, todos premiadíssimos pela crítica espanhola e americana. Esta operação foi adquiria pela gigante do luxo, a francesa, Louis Vuitton-Moët Hennessy (LVMH), que desde então comanda a bodega. Viñedos de Páganos situa-se na vila medieval de Laguardia, na subzona de Rioja Alavesa, com altitude de 600 metros acima do nível do mar. A bodega fundada em 1.998 é subterrânea, esculpida naturalmente nas rochas, em um sítio arqueológico. São produzidos apenas três rótulos: El Puntido, El Puntido Gran Reserva e La Nieta.

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EL PUNTIDO 2004. Laguardia, Rioja Alavesa, Espanha. Um 100% Tempranillo com 18 meses de estágio em madeira francesa nova. Foi eleito pelo Guia Peñin de 2008 o 4º melhor vinho espanhol do ano e posicionado como “Altamente Recomendado” pela revista americana Wine Spectator com 95 pontos/100. A safra 2004 é considerada excepcional na Rioja Alavesa. Na taça o vinho apresenta cor vermelho rubi retinto com bordas em granada, intransponível, de textura láctea, denso, inúmeras e longas lágrimas. Olfato marcado na madeira, óleo essencial de lavanda, café de tosta alta e álcool bastante vivo que lembra cânfora. Foi oxigenado no decanter por 1 hora antes de servi-lo. No paladar a madeira e o álcool aparecem menos, mas não o suficiente para desnudar a fruta, que fica tímida e majoritariamente encoberta pela sensação de cozimento lento em ervas de Provence. Elogiável os taninos bem equilibrados (domados) que atenuam a enorme força contida na fruta muito madura que emprega um estilo de potência e muito menos elegância do que o “marketing” insiste em fomentar. O fundo mineral ajuda (e salva) o conjunto, que carece de uma acidez mais pronunciada. Bebe-se no limite para não cansar as papilas, deixamos 1/3 do vinho para a noite pois os 14º de álcool mesmo acompanhando um suculento Short Rib passou do limite e tornou-se quase licoroso (excessivamente quente e doce) prejudicando a harmonização. Sozinho é impossível bebê-lo, excessivamente tostado. Com 12 anos de vida encontra-se ainda no auge com mais 3 a 5 anos, após, deve “licorar” ainda mais, perdendo o resquício de jovialidade atual. Apresenta sedimentos na última taça. Custa faixa mínima de R$400.


AVALIAÇÃO:

2 saca rolha

PREMISSAS:

P5|R4|E2

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