Protagonismo Branco

Dez/16.

Casa Olivo Vinhos Finos, são 3 hectares de vinhedos em Monte Alegre dos Campos e Vacaria, a cantina fica em Antônio Prado. Visão empreendedora de dois sócios e amigos, Aureo Ditadi produtor de maças, e João Longo, aposentado do Banco do Brasil. Os vinhedos predominantemente de uvas brancas: Chardonnay, Pinot Grigio, Sauvignon Blanc e Viognier e duas tintas clássicas Cabernet Sauvignon e Merlot, plantados em 2008. Uma equação pouco comum dentre as vinícolas que priorizam o comércio dos tintos de retorno mais imediato. Os vinhedos situam-se a 1.033 metros de altitude, levado tão a sério que a linha de entrada da Casa Olivo rotula seus vinhos com este numeral. O top de linha da casa é o Merlot Passo da Caveira. O propósito da Casa é privilegiar o terroir da região de altitude, com vinhos frescos, de acidez revigorante e contundente tipicidade.

1033b

CASA OLIVA 1033 SAUVIGNON BLANC 2011. Monte Alegre dos Campos/RS. No rótulo a Casa informa: De um lugar incomum na Serra Gaúcha os vinhedos da Casa Olivo crescem em uma altitude de 1.033m, numa região valorizada pelo frio extremo à noite, sol abundante durante o dia e ventos persistentes que trazem à tona o sabor intenso da uva. Elementos estes que traduzem um vinho único. No contra-rotulo cita a cor amarelo palha com reflexos esverdeados, o que denota que o vinho evoluiu e concentrou sua coloração, apresenta um amarelo palha transitório para o maduro, um primeiro estágio de dourado, inexistente qualquer reflexo esverdeado. Textura de média fluidez, denotando menor frescor e maior complexidade, que descaracteriza o propósito inicial de um vinho jovem e suas virtudes. Aromas são cítricos e salinos. Na boca o “peso” da idade aparece e emprega uma complexidade inesperada de abacaxi de churrasco, laranja confitada e confeitaria portuguesa. Bem aceitável, mas visivelmente descolado do propósito. O vinho é vedado com rolha natural de bom comprimento, uma opção tradicional, mas que poderia abrir espaço para a modernidade do screwcap, que comprovadamente mantém vinhos com propósito imediato, fidedignos, por mais tempo. Os 12,4º de álcool aquecem, uma pitada a mais, as papilas, não chega a atrapalhar. Acidez ainda presente e bem salgadinho no final de boca. Imagino ser um vinho muito honesto se apreciado jovem, está visivelmente no caminho de brancos de forte caráter de altitude como se tem feito brilhantemente em São Joaquim em Santa Catarina. Obviamente, está descolado de sua plenitude o que prejudica seu posicionamento de ranking, mas merecerá nova experimentação em safra recente, no Tchêrroir. Custa na faixa de R$45.


AVALIAÇÃO:

2 saca rolha

PREMISSAS:

P1|R3|E2

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