Soldado Francioni

Set/16.

Na altitude de São Joaquim, a 1.360 metros acima do nível do mar, culminando no Morro da Igreja com altitude de 1.808metros, as castas brancas usufruem de um excelente habitat, clima temperado, enorme amplitude térmica, relevo acidentado com a abundância em pedras basálticas e investimento pesado em profissionais e tecnologia em vitivinicultura. Diga-se, região tradicional também no cultivo da maça. O reconhecido empresário da cerâmica e insumos agrícolas, Manuel Dilor Freitas sonhou, projetou, forjou o que seria seu projeto pessoal mais desafiador, a construção da Villa Francioni Vinhos de Altitude. Infelizmente faleceu em 2004 antes da vinícola começar a colher elogios e reconhecimento, mas com certeza sua família orgulha-se de ter um vinho para chamar de seu, e diga-se de passagem excelentes vinhos, com destaque para os brancos da casa. Vale acessar o post de Junho/16 que detalha a história e atualidade desta vinícola catarinense.

franci1

VILA FRANCIONI SAUVIGNON BLANC 2015. São Joaquim, Serra Catarinense. O enólogo chefe é Orgalindo Bettú. Muitos elegem o SB da casa o vinho mais pronto e adaptado ao “Brasil”, e outros, o Chardonnay, sempre de Lote com mais de uma safra o vinho da família Freitas mais “internacional” e elegante. Ambos, apesar de bons tintos, são sem sombra de dúvidas as estrelas da Villa Francioni. A partir de 2015 produz espumantes de método tradicional. Na taça apresenta amarelo citrino, jovem, vibrante, bastante translúcido. Aromas cítricos dominam o conjunto, muita inquietação no olfato que lembra o sensorial de uma bebida gasosa de limão. Textura fluída como se espera de um vinho que privilegia a fruta fresca. No paladar uma explosão de lima, limão amarelo, kiwi, maracujá, segunda camada de erva cidreira e macadâmia que acalmam as papilas minimizando a sólida acidez. Não é tão refrescante como eu imaginava, tem vocação gastronômica destacada devido a ligeira untuosidade, corpo ligeiro, tecnicamente apropriado o que torna o vinho versátil. Os 13º de álcool mesmo com o SB iniciando um pouco acima da temperatura ideal apresentou-se bem integrado, equalizado foi gole a gole sumindo da taça, bom sinal. O vinho está pronto, beba agora usufrua da jovialidade. Harmonizou muito bem com o clássico risoto de aspargos e chèvre, onde 2 + 2 = 4, untuosidade do queijo e o amendoado dos aspargos tornaram a tarefa facilitada. Custa na faixa de limítrofe de R$100, em uma posição desafiadora na relação custo x benefício. Merece ser provado, atenção ao preço que imputa a necessidade de ser protagonista a mesa e não apenas coadjuvante, o que convenhamos deveria ser tarefa para o Chardonnay da casa e não para este leal “soldado” o Sauvignon Blanc.mise


AVALIAÇÃO:

3 saca rolha

PREMISSAS:

P2|R3|E3

Conheça nosso Sistema de Avaliação .